quinta-feira, 17 de maio de 2012

Na Tailândia, os animais de estimação também vão para o Céu


urnas
Urnas para cinzas de animais em cemitério norte-americano
Bangcoc - Na Tailândia, os donos de bichos de estimação costumam se despedir de seus animais em vistosos rituais fúnebres budistas, que abrem caminho para a reencarnação para o ser que passou por esta vida.
Getty Images
No templo That Thong, em Bangcoc, uma dúzia de parentes e amigos assistem compungidos as preces para Bisho, um Golden Retriever que durante os últimos 15 anos foi considerado como membro da família.

Um monge budista recita mantras no dialeto pali, que são repetidos pelos presentes, que dão as mãos entre si para realizar uma corrente positiva para a alma do animal, que após ser cremado terá suas cinzas jogadas nas águas do rio.

'Antes não podia nem ver animais, pois tinha medo, mas tudo mudou quando acolhemos Bisho com apenas dois meses de idade. Desde então, minha perspectiva sobre os animais mudou', disse à Agência Efe a matriarca da família, Indra.

Sob um calor abrasador, o cão começar a exalar um certo mau cheiro e a atrair algumas moscas, o que não impede que Indra e seu filho mais novo o acariciem e até mesmo beijem o focinho do golden retriever.

Os restos de Bisho são introduzidos para sua incineração numa câmara desenhada por Ploysing Passornsiri, fundadora da empresa Pets Crematorium, que também realiza todo o ritual funerário e auxilia no lançamento das cinzas no rio Chao Phraya.

A empresa, pioneira no serviço, realiza entre 30 e 60 funerais por mês, que representam apenas uma parte dos que são realizados diariamente em numerosos templos budistas da Tailândia, país onde os animais de estimação, desde cães até répteis, até aves e macacos, são muito valorizados.

'Fundei a empresa há três anos porque não quero que quando meu animal de estimação morra ele seja incinerado de qualquer maneira. Já organizamos funerais para peixes, serpentes, tartarugas, gatos e inclusive um ouriço', explica a jovem tailandesa, que é formada em arquitetura.

Ploysing usou suas habilidades para desenhar uma câmara incineradora na forma de uma casinha de cachorro de cor azul e com um sistema que elimina a fumaça, o que evita o lançamento de gases que causam o efeito estufa.

Nenhum comentário:

Postagens populares